image Outro dia vi, num programa de televisão, um rapaz muito conhecido por seu ceticismo e ateísmo. É alguém que procura negar a todo custo a existência do criador, do espiritual, do sobrenatural, enfim de tudo o que os olhos não podem ver e a ciência não pode explicar. Ele falou do preconceito e da discriminação que os ateus e céticos sofrem, mas mostrou preconceito e discriminação tanto ou mais do que a que diz que eles sofrem por aqueles presentes no programa e por suas crenças. Quando acabou o programa, fiquei com alguns pensamentos na cabeça…

Temos sim, que ter respeito pelos que não crêem que Deus existe e nem na Bíblia como palavra de Deus. Se pessoas resolvem achar mais razoável acreditar que nada existe além da matéria, não vamos tratá-los como se fossem débeis-mentais. O próprio Deus dá a elas o direito de não acreditarem nEle. Na maioria das vezes, quando alguém se diz ateu, aquele que crê olha para ele com aquela cara de "como assim?". Depois entra num show de argumentos que ele decorou e que só servem para ele que já crê em Deus ou para aquele que quer crer. Dizer para uma pessoa que basta olhar para a criação e ver que ela aponta para um Criador, e achar que isso já será suficiente para fazer com que o cético se convença que Deus existe, é um engano. O cético também vê o mesmo céu todos os dias, ele vê a mesma criação, mas chega a conclusões diferentes de quem crê. Os céus só manifestam a glória de Deus para aqueles que desejam ver esta glória (Sl 19.1). Quem não quer ver nada além do azul do céu, não verá. Para ele, o mundo é obra do acaso e ponto final. Se para mim isto é um absurdo, para ele não é.

Acredito que não existe prova empírica nenhuma da existência de Deus. O que existem são indícios, indícios que á medida que são seguidos, vão tornando o caminho cada vez mais claro e vão mostrando que se está seguindo na direção correta. Mas, não são provas do tipo 2+2=4. Se fossem provas deste tipo, o livre arbítrio do homem ficaria aonde? Se fossem provas irrefutáveis e irresistíveis da existência de Deus, o homem não precisaria crer, ele só teria que saber. Caso discordasse, seria um louco. Mais uma vez pergunto, onde ficaria o livre arbítrio do homem?

Deus não precisa que o defendamos. Ele é Deus e sabe defender a si mesmo. Ele olha para alguém que nega sua existência e o que será que Ele acha disso? Deixemos que ele mesmo responda. Não foi nenhum argumento que fez com que o empedernido Saulo mudasse de direção. Foi um encontro pessoal com o Jesus a quem ele negava, quem fez isso. Uma pessoa do tipo daquele rapaz, talvez uma hora destas apareça em algum programa falando de seu encontro com o Deus a quem ele negava a existência. Deus é soberano. Ele não é uma estátua que precisa ser defendida por causa de sua fragilidade. Deus sabe se defender. Isso se Ele quiser se defender. Enquanto uma pessoa está somente negando a existência de Deus, é uma coisa. Quando o homem começa a lutar contra Deus e contra a fé em Deus, ai é outra coisa. Deus não é como Baal, que o pai de Gideão disse que deixassem que Baal lutasse contra aquele que havia derrubado seu altar (Jz 6.31). Ele sabia que Baal não faria nada contra seu filho, pois ele não passava de uma estátua. Já Deus é diferente. Muitos dos que lutaram contra Ele, hoje proclamam sua fé. Outros… bem, outros endureceram seus corações e levantaram aos céus palavras tão blasfemas que Deus desceu para exercer seu juízo. Ele tem o direito disso.

Pessoas como o rapaz do programa, confundem Deus com a "igreja", digo igreja instituição. Pessoas assim apontam para os erros da igreja e vêm nisso mais argumentos contra Deus. Deus está acima da igreja. Aquilo que se chama de igreja, é culpada sim da maioria do que se fala. Mas, Deus está acima de tudo isso. Ele tem sim um povo aqui nesta terra. Mas este povo não está debaixo de uma placa ou de uma denominação. Eles estão debaixo da marca do sangue do Cordeiro de Deus. Estes estão em todos os lugares, nações e instituições, até mesmo dentro das "igrejas". Confundir o fracasso da "igreja" com o fracasso de Deus é insensato. Deus não é culpado pelas mazelas da instituição que diz representá-lo.

Enfim, oremos pelos ateus e céticos e tratemo-los com todo o respeito. Que eles também tenham seu Caminho de Damasco.

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