Na hora das decisões, nada de paranóia sexta-feira, nov 28 2008 

“Jesus dissedecisão também ao povo: —Quando vocês vêem uma nuvem subindo no oeste, dizem logo: ‘Vai chover.’ E, de fato, chove. E, quando sentem o vento sul soprando, dizem: ‘Vai fazer calor.’ E faz mesmo. E Jesus terminou, dizendo: —Por que é que vocês mesmos não decidem qual é a maneira certa de agir?” – Lc 12.54-57

Nos momentos de decisões muitas vezes nos vem a insegurança sobre qual  caminho tomar. E se a decisão envolve coisas de maior importância, aí que nos sentimos muito necessitados de uma direção segura. O medo do que pode acontecer se fizermos isso ou aquilo muitas vezes pode nos deixar oprimidos.

A Palavra de Deus nos diz que Deus nos conduz por caminhos certos (Sl 23.3). Mas vamos nos lembrar que nestas tomadas de decisão, Deus conta com nosso bom senso. Jesus disse que podemos olhar para o céu e saber se vai chover ou não. Ele estava dizendo que basta obsevar os sinais que estão em nossa volta. Na maioria das vezes, basta observar direito para podermos tomar uma decisão certa.

É claro que nossos olhos podem nos enganar. Mas só Deus é quem conhece o que está oculto. Devemos ter a fé de que podemos seguir os sinais que estão a nossa vista, e se houve algo que eu não posso ver, Deus me mostrará de forma clara.

O que não podemos é viver numa paranóia do tipo: “E se eu for por aqui e quebrar a cara?”, “E se eu fizer isso e me der mal?”. Devemos sim, pesar os pros e os contras, e então tomar uma decisão.

Aqueles que têm um coração submisso e não são precipitados sempre poderão contar com a direção de Deus.

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Peça de Museu terça-feira, nov 25 2008 

E o que está ficando velho e gasto vai desaparecer logo” – Hb 9.1311018F_2

Devemos buscar renovação constantemente, pois Deus é um Deus de renovação. Nosso amor, nossa maneira de servir a Deus, nosso zelo e nosso entendimento devem ser renovados. O que não se renova se torna velho e o que está ficando velho e gasto vai desaparecer logo.

Muitos são os que se parecem com notas antigas. Uma nota antiga já teve muito valor, é feita do mesmo material que uma nova e foi impressa no mesmo lugar. O problema com esta nota é que ela não foi renovada e por isso perdeu o valor. Ela foi ficando para traz. Uma nota antiga só serve de peça de museu ou de algum colecionador.

Se não procurarmos renovação, acabaremos nos tornando peças de museu também. Alguém que não se renova vive das glórias do passado. Pessoas assim se esquecem que até o maná, que era enviado por Deus, não poderia ser comido no dia seguinte, pois ele apodrecia.

Calebe, aos 85 anos deu um exemplo de renovação ao dizer:

Ainda tenho bastante força para combater na guerra e para fazer o que for preciso” (Js 14.11).

Ninguém tem paciência comigo domingo, nov 23 2008 

 

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“Você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você” – Mt 18.33

Nesta parábola, o Senhor Jesus está nos ensinando sobre o dever de perdoar assim como somos perdoados por Deus. O texto nos ensina que assim como fomos alvo da paciência, devemos dispensar paciência a quem for necessário. E nesta vida, sabemos o quanto precisaremos ter paciência com certas pessoas. Em nosso caminho nos deparamos com pessoas difíceis de se lidar. Pessoas chatas, nervosas, manhosas, teimosas e muitas outras. São tantos os defeitos que às vezes sentimos vontade de nos afastarmos e desistirmos de certas pessoas.
O que nos ajuda nestas horas é nos lembrarmos que não somos “docinhos de côco”. Você já parou para pensar que a maioria dos nossos defeitos só são reparados por aqueles que nos cercam. É como quando comemos cebola; nós não sentimos, mas, só quem está perto de nós é quem sabe o quanto eles tem que agüentar nosso mau hálito. Deus tem muita paciência conosco e coloca pessoas em nossa vida que expressam esta paciência.
O problema é que quanto mais somos alvos da paciência de Deus através dos outros, menos propensos somos a ter paciência com as pessoas. Dizendo de outra maneira, não há quem suporte menos um chato do que outro chato. Não há quem suporte menos um melindroso do que outro melindroso. Não há quem suporte menos um grosseiro do que outro grosseiro. Mas, não deve ser assim.
Quando encontrarmos um insuportável, devemos nos lembrar de nós mesmos e ter um pouquinho de paciência com ele. Deus espera isso de nós.

A Graça que assusta sexta-feira, nov 21 2008 

“Eu também não condeno você” – Jo 8.11


A graça de Deus é algo que nos fascina e muitas vezes nos assusta. Geralmente nos fascina quando é para nós e nos assusta quando é para os outros. Teoricamente, sabemos que graça é “favor imerecido”, ou como eu gosto de dizer “Deus trabalhando em favor do homem”. Mas, como reagimos quando vemos Deus concedendo seu favor a quem não merece? Será que nos alegramos ou nos escandalizamos?

Na maioria das vezes, achamos que graça deve ser concedida a quem merece, e nem percebemos que, uma vez que a pessoa merece, já não é mais graça.

Imaginemos nós presentes na cena em que uma mulher é pega em adultério e levada até Jesus. O fato de Jesus tê-la perdoado já começa a nos incomodar. Ela veio até Jesus à força. Ela não veio até ali pedindo perdão. Sabe Deus quanto tempo ela ainda iria permanecer com seu “caso” se não fosse pega. Se ela foi pega em “adultério”, ou ela era casada, ou tinha um caso com um homem casado, ou os dois. Logo, havia mais alguém que foi machucado pelos atos desta mulher. Havia alguém que desejava profundamente que ela fosse apedrejada. Havia alguém chorando e desejando a morte desta “sem vergonha”.

Mas, o que o Mestre fez?

Em primeiro lugar Ele a livrou da condenação da morte por apedrejamento. Sim, através de Sua sabedoria, Jesus faz com que os acusadores desistissem de matar a mulher.

Em segundo lugar Ele também a absolveu. Ele disse a ela: “Eu não te condeno”.

Só depois disso Jesus a exortou: “Não faça mais isso”.

Ao ler esta história, às vezes me pergunto o que o marido desta mulher acharia da atitude de Jesus para com ela, ou qual foi a reação da esposa do outro. Sei lá…

Mas a graça de Deus é assim. Às vezes ela parece até injusta.

A única maneira de não nos ofendermos com a graça de Deus é nos enchermos dela. Quem está cheio da graça de Deus também tem atitudes que chocam os outros. Onde os outros esperam justiça, a pessoa cheia da graça manifesta perdão e misericórdia, frutos desta graça.

A grande preocupação de muitos com esta graça é que ela venha trazer anarquia moral. Mas, temos que acreditar que quem foi alcançado pela graça de Deus é transformado.

Não tô legal quinta-feira, nov 20 2008 

Então Jesus foi, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu. Aí ele começou a sentir uma grande tristeza e aflição e disse a eles: —A tristeza que estou sentindo é tão grande, que é capaz de me matar. Fiquem aqui vigiando comigo.– Mt 26.37,38

Num momento em que se fala muito em confissão positiva nos deparamos com estas palavras do Senhor Jesus que parecem contradizê-las. Jesus disse aos discípulos que estava sentindo uma grande tristeza, uma tristeza capaz de matar. Sim, o Mestre sentiu isso e disse que estava sentindo. Ele sabia o que estava para Lhe acontecer e sua alma se angustiou. Ele também sabia que o que estava para acontecer era o principal motivo para o qual Ele viera ao mundo. Ele sabia que estava na vontade perfeita do Pai. E, mesmo assim sentiu tristeza. É isso mesmo. No caminho de Deus existem os momentos de exultar no espírito e também existem os momentos em que uma profunda tristeza pode vir sobre nós. Apesar de o pecado trazer tristeza, nem sempre a tristeza é sinal de que pecamos. Aliás, muitos vivem uma vida de pecado e andam sorrindo e sentindo uma falsa alegria. Apesar de o inimigo as vezes oprimir a nossa alma, nem toda tristeza é opressão do diabo. Fazer a vontade de Deus geralmente nos traz satisfação, mas, as vezes, mesmo fazendo a vontade de Deus sentimos tristeza no momento. Muitas vezes temos que carregar a preciosa semente gemendo e chorando, até chegar o dia de colher com alegria os frutos (Sl 126.5,6).
Como Jesus reagir a esta tristeza?
Bem, primeiramente, Jesus se alimentou direito. Diz a Bíblia que ele ceou com seus discípulos. Ficar sem comer só nos debilita e produz mais sensações de desconforto que o cérebro traduz como mais tristeza.
Jesus se acercou dos seus amigos. Se isolar só nos deprime mais. Deus coloca pessoas em nossas vidas que sempre nos ajudarão, talvez nem tanto com seus conselhos, mas sim com sua companhia.
Jesus orou e chamou outros a orar com ele. Tiago disse que quem estivesse triste deveria orar (Tg 5.13). Estar na presença do Pai em oração aquece nossos corações.
Com este episódio Jesus nos ensina que a tristeza pode vir bater à porta de nossos corações. Mas, ele também nos ensina que não devemos deixar que ela nos mate.
Temos conosco Aquele que sentiu tristeza e que, cada vez que vê alguém triste, se compadece, pois Ele passou por isso.

Cuidado com os cinco minutos! segunda-feira, nov 17 2008 


Eles fizeram com que Moisés ficasse tão irritado, que ele disse coisas que não devia – Salmos 106:33


O salmista faz lembrar o momento em que o povo de Israel fez com que Moisés ficasse “tão irritado”. Diz a Bíblia que Moisés era o homem mais manso da terra (Nm 12.3), mas, mesmo o homem mais manso da terra está sujeito a ter o ataque dos “cinco minutos”. É aquele momento em que a pessoa perde o raciocínio por alguns minutos e dá vazão a sua raiva. Estes são minutos perigosos! Primeiro porque geralmente nos arrependemos do que falamos ou fazemos neles. Nestes cinco minutos, ofendemos, xingamos, brigamos, machucamos, mas… E depois? Os cinco minutos passam, mas, nem sempre as conseqüências destes cinco minutos passam. Estes cinco minutos já mataram pessoas.

E há também as conseqüências espirituais. Veja o caso de Moisés. Ele já havia agüentado de tudo até ali, mas, por causa de um momento de raiva, falou irrefletidamente e foi duramente disciplinado por Deus. Ele perdeu o direito de entrar na terra prometida. Parece um tanto quanto injusto um homem que passou por tantas com aquele povo, perder algo tão importante por causa de um momento de ira. Mas, Deus é justo! E temos que lembrar que a quem mais é dado, mais é requerido. Vindo de outras pessoas, Deus iria deixar passar, mas de Moisés não. Ele era o homem que tinha uma intimidade com Deus que outros não tinham. Fosse em outra época de sua vida e Deus teria deixado passar também, mas não na faze em que Moisés estava. Quando ele era mais novo, tacou as tábuas dos dez mandamentos e as quebrou. Ali tudo bem, mas, agora não. Deus leva em conta o grau de maturidade em que vivemos.
Quando o povo falou contra Moisés, Deus o defendeu. Agora que Moisés falou contra o povo, Deus os defendeu também. Deus é justo! Para Deus não existe elite.
Diante disto só podemos dizer:

Cuidado com os cinco minutos!

Comprem Amigos quinta-feira, nov 13 2008 

Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno – Lc 16.9

Jesus falou sobre a importância de se conseguir amigos e usou a história de um administrador infiel que foi pego em desonestidades. Ao saber que iria ser mandado embora de seu serviço, o homem saiu a procurar as pessoas que deviam a seu patrão e gentilmente lhes quitava a dívida por uma quantia bem abaixo do que elas deviam. Não se tratava de uma atitude de vingança para com o patrão que o estava mandando embora. Ele fazia aquilo para que fosse bem visto por aquelas pessoas, ele queria sua simpatia. Aquele administrador estava pensando no futuro.
Jesus não elogiou sua desonestidade, e sim sua prudência. Quem procura bons relacionamentos está mostrando prudência.
Pessoas que vivem comprando a inimizade das pessoas, que vivem querendo provar que têm razão às custas de confusão, que nunca cedem nada, que gostam de humilhar outros, estão fechando portas para si. Quem sabe o dia de amanhã senão Deus?
“Comprem” amigos, disse Jesus. “Comprar” fala de se pagar um preço. Sim, para se fazer amigos é preciso se pagar um preço. É preciso se pagar um preço de compreensão, abnegação, longanimidade, perdão, generosidade e paciência. Mas, o resultado é compensador. Jesus disse que nossos amigos abrirão as portas para nós.
É claro que muitas vezes vamos nos decepcionar, mas vale a pena pagar o preço.

Amor Responsável quarta-feira, nov 12 2008 

“De manhã bem cedo, começaram a entrar na região montanhosa. Eles diziam: —Agora estamos prontos para ir até o lugar que o SENHOR nos havia prometido. De fato, nós pecamos. Porém Moisés respondeu: —Então por que vocês estão querendo desobedecer à ordem de Deus, o SENHOR? Isso não vai dar certo”. – Nm 14.40,41

O povo de Israel havia provocado a Deus com sua incredulidade e esgotaram sua paciência. Ao ouvirem o relatório de dez homens que diziam que a terra era impossível de ser conquistada por causa da presença de gigantes nela, o povo não deu ouvidos ao relatório de dois outros homens que tinham um outro espírito e que procurava fazê-los olhar para o Deus que não falha com suas promessas. O relatório pessimista teve mais efeito do que o relatório da esperança. Nesta hora, o povo chorou, gritou e reclamou. Em seu ataque de incredulidade o povo disse: “Seria melhor que tivéssemos morrido… neste deserto”. Estas palavras magoaram o coração do Deus que havia dado tantos motivos para que eles cressem. Vemos Deus como que suspirando: “Até quando este povo vai me rejeitar? Até quando não vão crer em mim, embora eu tenha feito tantos milagres entre eles?”.
Foi aí que Deus decidiu disciplinar seu povo. Sim, o amor de Deus é um amor responsável, e não um amor leviano. No amor existe a disciplina. O povo havia dito que seria melhor morrer no deserto e Deus agora diz a eles: “Darei o que vocês me pediram”. O povo teria que aprender que devemos tomar cuidado com nossas palavras. É claro que não são todas as palavras que falamos que irão nos trazer sentenças, mas, devemos ser cuidadosos com elas.
Deus também os sentenciou a vagar pelo deserto por quarenta anos, até que uma nova geração se levantasse, uma geração que não iria desejar morrer no deserto, mas sim conquistar o que Deus lhes havia dado.
A sentença foi dada, mas o povo não creu nela. Eles acharam que Deus era como muitos pais que na hora da raiva ameaça, mas, quando a raiva passa, esquecem do que disseram que iriam fazer. Deus não é assim. Uma vez que decidiu disciplinar, a disciplina será aplicada até o tempo determinado por Ele.
“Estamos prontos para ir até o lugar que o Senhor nos havia prometido”, disseram eles. Tarde demais para palavras tão bonitas!!! Quando se está debaixo da mão disciplinadora de Deus, não adianta agir como se nada tivesse acontecido. Moisés disse: “Isso não vai dar certo”. Não adianta confissão positiva, quando Deus não está lutando conosco. Simplesmente não dá certo!
O melhor é nos humilharmos debaixo desta mão, pois as misericórdias de Deus são muitas e Ele não nos repreenderá para sempre.

“Quando Deus nos faz sofrer, devemos ficar sozinhos, pacientes e em silêncio. Devemos nos curvar, humildes, pois ainda pode haver esperança. Quando somos ofendidos, não devemos reagir, mas sim suportar todos os insultos. O Senhor não rejeita ninguém para sempre. Ele pode fazer a gente sofrer, mas também tem compaixão porque o seu amor é imenso. Não é com prazer que ele nos causa sofrimento ou dor”. Lm 3.28-33

Que Desperdício domingo, nov 9 2008 

…Uma mulher chegou com um frasco feito de alabastro, cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o gargalo do frasco e derramou o perfume na cabeça de Jesus. Alguns que estavam ali ficaram zangados e disseram uns aos outros: —Que desperdício! …
Mas Jesus disse: —Deixem esta mulher em paz! Por que é que vocês a estão aborrecendo? Ela fez para mim uma coisa muito boa… Ela fez tudo o que pôde, pois antes da minha morte veio perfumar o meu corpo para o meu sepultamento. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer lugar do mundo onde o evangelho for anunciado, será contado o que ela fez, e ela será lembrada – Mc 14.3-9

Maria quis demonstrar a dedicação de sua vida ao Senhor Jesus através de um ato profético. Ela que gostava de se quedar aos pés do Senhor, agora quebrava um vaso cheio de perfume caríssimo e o despejava nEle. Tudo isso para o Seu prazer.
Aquele vaso era a própria Maria. Como aquele vaso, devemos ser cada de um de nós. Nossa vida deve ser derramada no serviço de Deus e para o Seu deleite. Quebrar o vaso é abrir mão dos nossos interesses, dos nossos projetos, dos nossos sonhos. Quebrar o vaso é sermos absolutos naquilo que fazemos. Quebrar o vaso é não deixar nada para traz a fim de não fazermos como a mulher de Ló.
Quando fazemos isso, parece um desperdício aos olhos dos outros e às vezes, aos nossos olhos também. As pessoas dizem que é um desperdício investir nossa inteligência, nossa força e, o que é mais caro, os melhores anos de nossas vidas ao corpo de Cristo. Poderíamos investi-lo em algo mais notável.
Mas quando fazemos isso o cheiro do perfume se espalha e muitos e muitos são abençoados. São pessoas que fazem assim que perfumam este mundo.
O que nos interessa é o prazer dAquele que nos chamou. E Ele prometeu que o que fizermos por amor ao seu reino jamais será esquecido.

A Árvore Privilegiada quinta-feira, nov 6 2008 

Então Jesus contou esta parábola: — Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?” Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la.” – Lc 13.6-13

Uma figueira plantada no meio da plantação de uvas! Isso fala de uma figueira privilegiada. O contexto mostra que Jesus estava se referindo ao povo de Israel. Mas, naturalmente, a lição se estende ao todo aquele que é colocado em posições privilegiadas por Deus. O que Deus espera de alguém assim é que ele dê frutos. Quem nos plantou, cuida de nós e investe em nós, e vem constantemente examinar para ver se valeu a pena. O ruim é quando tudo o que ele encontra são folhas. Folhas apontam para a aparência. Muitas vezes é somente isso que Deus tem encontrado em muitos. Quando isso acontece, primeiro Deus espera, espera e espera. Mas, o dia chega em que Deus diz “Chega”. A figueira privilegiada estava ocupando inutilmente a terra e tirando sua força. Já pensou! Quem não dá frutos ocupa lugar inutilmente e ainda tira a força da terra, ou seja, atrapalha os outros. Estes não dão frutos e ainda atrapalham os outros de dar. Por isso o Dono tem que dizer “Chega”.
Mas ainda tem o empregado. Este pede ao Dono que tenha paciência e espere mais um ano, pois Ele vai trabalhar na terra e adubá-la para ver se a figueira reage. Este Empregado aponta para Jesus, o nosso Advogado. Ele não discorda de que se a figueira não der frutos terá que ser cortada. Ele só pede que o Dono espere mais um pouco. Além de Jesus, temos nessa vida pessoas que intercedem por aqueles para quem o tempo está se esgotando. Estes são o motivo de alguns ainda estarem ocupando seus lugares. Os intercessores adubam a terra das figueiras estéreis com suas orações e palavras. Louvamos a Deus pelos intercessores!
Mesmo com a intercessão e auxílio de Jesus e dos Seus intercessores, cabe à figueira reagir. Ou ela dá frutos ou então terá que ser cortada para que outra árvore ocupe seu lugar e de seus frutos.

Que Deus tenha misericórdia de nós!!

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