Quanto à politica, eis o que penso… sexta-feira, set 26 2008 

“Daniel mostrou logo que era mais competente do que os outros ministros e governadores. Ele tinha tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo como a mais alta autoridade do reino.Daniel era honesto e direito, e ninguém podia acusá-lo de ter feito qualquer coisa errada”Daniel 6.2-4

Este ainda é um assunto ainda um tanto controvertido entre o povo de Deus. De um lado estão aqueles que acreditam que política é uma coisa do diabo e que só serve para corromper aqueles que nela se envolvem. Do outro, estão aqueles que acham ela é um instrumento redentor, o caminho para a implantação do reino de Deus na terra. Creio que, como sempre, a verdade está entre os extremos. Equilíbrio, é disso que precisamos.

Acredito que o texto de Daniel nos dá algumas lições sobre o assunto:

Daniel foi “eleito” pelo rei Dario primeiro porque era um homem competente. Competente é a pessoa que sabe o que deve fazer e faz direito. Esta também deve ser uma qualidade que devemos buscar em quem se candidata. Tal pessoa é competente? Ela sabe qual será seu trabalho e se prepara para ele?

Confesso que não sou fã da máxima “irmão vota em irmão”. Basta pensar, entre um mecânico “crente” incompetente e um “pagão” que trabalha com excelência, para qual você entregaria seu carro. Entre um médico “irmão” que a cada 10 cirurgias perde 8 pacientes e um médico “não irmão” que a cada 10 cirurgias tem êxito em 8, qual você deixaria te operar? Na política se deve pensar a mesma coisa. Um irmão incompetente só servirá de escândalo e tropeço

O político competente é aquele que sabe que deve ser o candidato do povo e não de uma parte dele. Um cristão que se candidata para ser o candidato dos cristãos não entende que ele está ali para batalhar por todos, cristãos, pagãos, macumbeiros, ateus.

O político competente é aquele que luta para que o povo tenha uma vida melhor. Ele batalha pela saúde, pela educação, pelo transporte.

Outra qualidade que fez com que Daniel fosse eleito foi sua integridade. Eis algo indispensável para aquele que ingressa na vida pública.

Que tristeza ver a chamada bancada evangélica envolvida em esquemas de corrupção.

Muitos que lá estão não entendem que é corrupção não somente os mensalões da vida. Também é corrupção o desvio de dinheiro destinado à melhoria de vida do cidadão para a construção de templos, para programas de sua denominação.

É corrupção perseguir e discriminar os evangélicos. Mas também é corrupção favorecer o “evangélico” por debaixo dos panos, em detrimento dos demais.

É corrupção querer impor através de leis coisas que não condizem com a consciência religiosa de cada um. Estamos num país que tem liberdade religiosa. Se é errado se estabelecer um feriado em honra a uma “padroeira” na qual eu não creio, também é corrupção querer formar um Talibã Gospel no país.

Um candidato deve fazer a si mesmo a seguinte pergunta: “para que eu estou querendo entrar lá?”. Se é para se auto afirmar, isso só mostra que a pessoa está querendo se livrar de seu complexo de inferioridade de uma forma errada. Se é para ganhar mais, nem se fala. Se é para empregar parentes, amigos e irmãos ele deve começar seu próprio negócio e aí dar emprego a quem ele desejar. Se é para trazer poder e influência para a igreja, a pessoa está se esquecendo que o poder e influência da igreja vem de um testemunho santo e da pregação do evangelho. Não é a política que abre portas para a igreja, é Deus quem faz isso.

Uma pessoa só deve se candidatar se tiver um objetivo honrado. Deve ser alguém que viu uma situação e quer lutar para mudá-la. Ele quer lutar para que aquela favela se transforme num lugar digno de se viver. Ele quer lutar pelos aposentados. Ele quer lutar pelos sem teto. Ele quer lutar pelo menor abandonado.

A igreja começa a se perder quando se envolve de maneira errada na política. Quando a igreja se esquece que nosso inimigo não é a carne nem o sangue, começa a ver candidatos e partidos como inimigos. A igreja se perde quando deixa de orar pela conversão dos homens e começa a orar para que estes homens/inimigos caiam por terra. A igreja começa a se perder quando vê no candidato ou numa candidatura a solução para seus problemas. A igreja se perde quando começa a pregar que votar ou deixar de votar em tal e tal pessoa é traição a Deus. A igreja se perde quando sua vida e seus projetos giram em torno disso e perde seu foco.
Quando Jesus soube que o povo queria pega-lo para fazer dEle rei, Ele recusou-se, não porque Ele era contra a posição de rei e sim porque ele sabia qual era seu lugar. É isso de que a igreja precisa, saber seu lugar e seu campo de atuação. Um cristão pode se candidatar, mas a igreja não. Um cristão pode ser Governador, mas a igreja não. Um cristão pode se tornar presidente da república, mas não a igreja. O lugar da igreja é assentada com Cristo nos lugares celestiais, subjugando todo principado e potestade.

Um país, um estado, uma cidade avança não é quando tem “crente” no poder, mas sim quando tem pessoas competentes e íntegras lá. Se, além de competente e íntegro, ele for crente, melhor ainda.

Cabe à igreja orar pelos governantes e por todos os que estão investidos de autoridade, mas vamos sempre lembrar daquele que disse que Seu reino não é desse mundo.
Anúncios

Nada de "brechas" terça-feira, set 23 2008 

Eu respondi: —O Deus do céu nos dará sucesso. Nós somos servos dele e vamos começar a construir. Mas vocês não podem ser donos de nenhuma propriedade em Jerusalém, não têm nenhum direito de cidadãos e não têm nenhuma parte nas tradições religiosas do povo de Israel – Neemias 2.20

A tarefa de Neemias não era fácil. Reedificar os muros que haviam sido destruídos. Mas era uma tarefa necessária, pois, sem eles, a cidade estaria desprotegida. Sem eles, o povo corria o risco de, a todo momento, serem atacados e de verem aquilo que eles já haviam construído ser destruído novamente.
Comparo o trabalho de Neemias com o nosso de levantar muralhas de proteção em nossas vidas para que o inimigo não roube aquilo que Deus faz em nós. Se houver “brechas” em nossas vidas, viveremos um ciclo de receber e perder, de estar cheio e logo estar vazio, de vivermos sendo saqueados.
Neemias não somente levou o povo a reedificar os muros como também ele era um exemplo de vida na qual não havia brechas. Ele disse que nem Sambalate e nem os demais inimigos de Israel teriam parte alguma nos seus trabalhos (2.20). Isso é dizer ao inimigo que em nós ele não terá nada.
Neemias não cedeu a nenhuma das manobras dos inimigos para tirá-lo do seu projeto (cap 6).
Isso tudo é uma inspiração para nós a fim de que busquemos viver uma vida de vigilância para que o nosso inimigo nunca tenha acesso a nada em nós.

O Espírito de Religião sexta-feira, set 19 2008 

Lc 18.9-14

O desejo de Deus é que vivamos uma vida ligada a Ele como de um galho ligado à árvore. A vida que flui na árvore, flui nos galhos. Esse é o ideal de Deus para nós.
Mas o diabo criou uma imitação desta vida, que é a religiosidade. Desde a queda, vemos uns caminhando numa relação viva com Deus, outros andando num espírito de religião.
Vemos Adão tentando cobrir sua nudez com folhas de figueira. Isso é religião. Isso é o homem tentando cobrir a si mesmo. Mas vemos também Deus fazendo vestes de peles de animal e cobrindo a nudez do homem. Isso é graça, é Deus trabalhando em favor do homem e o homem desfrutando do que Deus dá.
Vemos os homens levantando uma torre para alcançar o céu com ela. Ao mesmo tempo, o que eles queriam era ficar famosos. Isso é religião. É o homem tentando alcançar o céu com seu “trabalho” e ao mesmo tempo querendo tornar célebre o próprio nome. Mas vemos também Abraão levantando um altar e invocando a Deus. Na vida com Deus temos um altar, a cruz, através do qual podemos invocar o nome do Senhor e sermos salvos, curados, protegidos. Através deste altar alcançamos o céu.
O espírito da religião cega o homem e lhe traz uma falsa segurança.
O espírito da religião é assassino. Os religiosos foram os maiores opositores do trabalho de Jesus.
O espírito da religião faz a pessoa pensar que está salvando alguém, quando na verdade o está transformando num filho do inferno.

Marcas de um espírito de religião:
– Perfeccionismo
– Mais valor às interpretações do que à própria Bíblia
– A graça de Deus o ofende. Como o irmão mais velho do filho pródigo
– Colhem mosquitos e engolem camelos
– Acham que serviço e vida com Deus são sinônimos
– Preocupam-se mais com a reputação do que com a realidade do ser
– Confinam Deus aos seus dogmas

Ponte ou Barreira quinta-feira, set 11 2008 


Ele (Zaqueu) estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão – Lc 19.3

Zaqueu exercia uma profissão que era considerada a pior coisa que um judeu poderia fazer, cobrador de impostos; pior, chefe deles. Um cobrador de impostos era proibido de entrar nas sinagogas, seus filhos eram marginalizados, e se dizia que Deus nunca lhes perdoaria o pecado de cobrar impostos de sua nação para outra, mesmo que eles se arrependessem. Os únicos amigos de um publicano, eram outros publicanos.

Um dia Zaqueu ouviu dizer que um certo Jesus estava entrando em Jericó. Este Jesus era tão poderoso que na entrada da cidade havia curado Bartimeu, um conhecido cego. Zaqueu foi ver quem era este homem, mas, quando chegou ao local onde Jesus estava uma multidão em volta dEle o impediu de ver quem era Jesus.

Na verdade, aquilo era o que sempre havia acontecido. Uma multidão sempre havia impe-dido Zaqueu de enxergar quem era Deus. A visão que as pessoas passavam de Deus era uma verdadeira barreira. O pior é que esta visão distorcida de Deus na maioria das vezes vinha dos religiosos.

Isso acontece hoje quando aqueles que dizem conhecer a Deus afastam as pessoas dEle com sua visão distorcida.

Isso acontece hoje quando o chamado “povo de Deus” afasta as pessoas de Deus por seu comportamento.

Isso acontece hoje quando os religiosos afastam as pessoas de Deus por sua “doutrina”.
Foi o próprio Jesus quem teve que olhar para Zaqueu por cima da multidão e chamá-lo pelo nome. Jesus teve que manifestar-se diretamente para ele.

O pior é que, os mesmos que impediam Zaqueu de ver quem era Jesus, começaram a res-mungar quando Jesus se propôs a entrar na casa dele.

Muitas pessoas estão tendo um encontro direto com Jesus através de uma manifestação pes-soal e direta a elas. E quando isso acontece, os religiosos resmungam e questionam. Para eles, Jesus tem de passar por eles para chegar até Zaqueu, e Zaqueu tem que passar por eles para chegar até Jesus.

Mas Deus é livre!

Deus é livre tanto para manifestar-se através de um povo como para manifestar-se à parte de um povo.

Isso acontece porque muitas vezes a “igreja” ao invés de servir de ponte, serve de barreira.

O bem que mata sexta-feira, set 5 2008 

Gênesis 2.8,9

Ao criar o homem, Deus o colocou num jardim em cujo centro haviam duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Uma árvore transmitia vida, a outra morte. É interessante que se uma árvore era a árvore da vida, a outra que era oposta, deveria se chamar de árvore da morte. Mas não, ela era chamada de árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso mostra que o oposto da vida na verdade é o conhecimento do bem e do mal.
Eu acredito que essas duas árvores mostram dois princípios de conduta. Uma é a conduta dirigida pela vida de Deus em nós. Quando andamos segundo a vida de Deus, não somos somos guiados por leis escritas em pedras mas sim pela unção de Deus em nós. Quantas coisas nas quais as Escrituras não se pronunciam e que dependemos da vida de Deus agindo em nossas consciências. Alguns se aproveitam destes “silêncios escriturísticos” para criar normas e gravá-las em pedras. Mas, quanto a isso, disse João: Filhinhos vós tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas.
Os que andam segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal, vivem de acordo com o conceito de certo e errado, de pode e não pode. Mas, até o bem que estas pessoas fazem, é um bem segundo o princípio errado. Vejam Saul oferecendo o holocausto (algo bom) mas sendo rejeitado por Deus por isso. Outra hora ele poupa o melhor do gado de Amaleque para oferecer a Deus e também poupa a vida do rei Agague. Que homem bonzinho!!! Mas, diz a Bíblia que ele estava levantando um monumento para si mesmo. Saul era um homem bom, segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal. Neste princípio, até o bem que a pessoa faz, não edifica, não abençoa e até cria confusões.
No caminho da vida, muitas vezes temos que dizer a alguns: “se vira”.
No caminho da vida às vezes temos que fazer coisas que, aos olhos dos outros não é o certo.
No caminho da vida às vezes temos que agir de maneira que nos torna impopulares.
Mas…
Este é o caminho que agrada a Deus.

Na Angustia Surge o Irmão quinta-feira, set 4 2008 

Samuel 23.14-18

Fugindo de Queila, Davi e seus homens se refugiaram nas cavernas do deserto de Zife. Novamente, Davi e seus homens encontram refugio em cavernas. Em nossa guerra espiritual, Deus sempre ira providenciar momentos de descanso para que possamos recobrar as forças. Essas sãos as nossas cavernas.

Jônatas soube onde Davi estava e foi lá para conforta-lo. É interessante notarmos que, enquanto para Saul era tão difícil encontrar Davi, para Jônatas era fácil. Jônatas sempre sabia onde encontrar seu amigo! O texto diz que ele veio ali para fortalecer a confiança de Davi em Deus. Ele não veio provocar ódio em Davi contra seu pai. Ele veio ali, simplesmente para fortalecer a fé do amigo. Isso mostra que talvez Davi estava passando por algum momento de crise em sua fé (e quem não passa?). Os amigos sempre estarão presentes para nos fortalecer em nossos momentos de crise.

A primeira palavra de Jônatas a Davi, que talvez estivesse com medo de a qualquer momento ser morto por Saul: “Não temas. A mão de Saul, meu pai, não te achará”.

Para um Davi, que talvez estivesse pensando: “acho que Deus se esqueceu de sua promessa de me fazer rei, pois não passo de um fugitivo”, a palavra do amigo: “Tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo. O que também Saul, meu pai, bem sabe”.

Davi e Jônatas renovam a aliança que já haviam feito. Amigos verdadeiros, com o passar do tempo não se esquecem um do outro, ao invés disso eles renovam suas alianças.

Após renovar sua aliança com Davi, Jônatas volta para sua casa sem saber que aquele era seu último encontro com o amigo.