Jesus tocou nele sábado, mar 29 2008 

Mt 8.1-4

A lepra era a doença mais temida nos tempos do Antigo Testamento. Ela representa o pecado pois tem várias semelhanças com este algo que nos separa de Deus. Assim como o pecado, ela começava com uma pequena mancha e crescia. Assim como o pecado, ela podia atingir a pele num lugar escondido (o interior), a cabeça (a mente), a barba (a dignidade), as roupas (o exterior, as atitudes), e a casa (a família) – Lv 13 e 14. Uma vez que a doença era detectada, o portador era isolado, assim como o pecado traz a perda da comunhão. O leproso viveria isolado pelo resto de sua vida.

Mas…

Diz a Bíblia que um leproso veio até Jesus. É ai que começa a purificação. Muitos, quando se veem atingidos pela lepra (pecado) se afastam de Jesus e tentam se curar sozinhos, para depois vir até Ele. Muitos estão isolados dizendo que quando resolverem certa mancha em suas vidas, regressarão. Outros acham que sua lepra não tem mais cura. Outros tentam coutar sua lepra e vivem uma vida dupla como se ela não existisse. E, pior, outros se gabam de sua lepra.

Ainda bem que este homem não fez nada disso!!! Ele veio com sua lepra mesmo. Ele veio com humildade, “ajoelhou-se”. A um coração quebrantado e contrito Deus não despreza. O que vem a ele de maneira nenhuma Ele lança fora.

E Jesus tocou nele!!!

O leproso era evitado por todos, por medo de contágio. Muitos sabem o que é ser tratado como leproso, ser evitado. Mas, Jesus não evitou o homem. Jesus tocou nele!!!

Meu querido, Jesus não tem nojo de ninguém. Todo aquele que vem até Ele sentirá seu toque curador.

A lepra é algo que parece tão incurável, assim como certas lepras interiores. Mas este homem teve fé, “Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser”. Para que o homem seja purificado Ele tem que acreditar no poder do sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Não existe lepra mais poderosa que o seu sangue.

Jesus disse ao homem e a nós: “Sim, eu quero. Você está curado”.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

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A Nova Geração e o Caminho da Conquista quarta-feira, mar 26 2008 

Josué 1.1-9

Um dos maiores desafios enfrentados pelos lideres é a própria substituição, mediante o treinamento de outras pessoas para se tornarem competentes. Muitas notáveis realizações são iniciadas por pessoas com grande habilidade, cuja vida ou carreira chegou ao fim antes de sua visão tornar-se realidade. A conclusão do sonho então se torna responsabilidade do sucessor desta pessoa. Um grande teste para a liderança é a disposição e a habilidade para treinar outras pessoas com o propósito de substituir a atual liderança.

Josué havia recebido a promessa de que seria ele quem iria conduzir o povo de Israel na conquista da terra de Canaã. Moisés impos as mãos sobre ele para transferir-lhe a unção (Dt 34.9). Após a morte de Moisés, Deus veio confirmar esta promessa e levanta-lo como novo líder de Israel. Deus geralmente faz assim: primeiro recebemos a promessa, depois, se formos fiéis, Deus vem cumprir esta promessa. Não podemos confundir o receber de uma promessa com a concretização dela, pois, entre a promessa e o momento de seu cumprimento há um bom período de tempo.

Deus veio a Josué ensiná-lo como ser bem sucedido na tarefa que tinha pela frente. Deus deu a ele princípios para ser um líder bem-sucedido:

1. SER UM BOM SERVO – Josué havia sido um bom servo. Geralmente quem serve bem, torna-se um bom líder. É a lei do plantar e colher (Gl 6.7)

2. AVANÇAR PARA AS COISAS QUE ESTÃO ADIANTE (FP 3.13) Quando disse que Moisés estava morto, Deus estava dizendo também que o tempo de Moisés havia acabado e começava o tempo de Josué. Josué não poderia ficar preso ao passado sem cuidar do presente. As lições que ele havia aprendido com Moisés deveriam sempre ser lembradas e colocadas em pratica. Mas, não deveria esquecer que Moisés estava morto e que ele estava vivo. Ele tinha que “tocar para frente”.

3. DISPOSIÇÃO – Deus ordenou-lhe: “levanta-te”. Esta palavra significa “se dispor”. Josué, e nos também, sempre temos que lembrar que é preciso disposição para se fazer a obra de Deus. Não podemos ser preguiçosos. Há muito trabalho pela frente e isso exige disposição.

4. TOMAR POSSE DAS BÊNÇÃOS – Colocar a planta dos pés significa tomar posse. Aqui Deus estava dizendo a Josué que a terra era imensa, mas que eles só iriam ter aquilo que tomassem posse. Hoje também nós possuímos aquilo que tomamos posse. A Biblia diz que Deus nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos (Ef 1.3). Isso quer dizer que tudo o que precisamos está a nossa disposição. Mas, só vamos ter aquilo que tomarmos posse pela fé. A fé é o que nos faz possuir tudo aquilo que Deus já nos deu. Se não tivermos fé, as bênçãos continuarão à nossa disposição, mas não desfrutaremos dela. Então tomemos posse da cura, da prosperidade, da vitória, pois tudo isso e muito mais já nos foi dado.

5. MAIOR É O QUE ESTÁ EM NÓS – (Js.5) – Josué havia percorrido a terra com os outros onze espiões quando foram enviados à terra, trinta e oito anos antes. Ali ele viu os gigantes que tanto assustaram os dez espiões e o povo de Israel. Na época, Josué havia dito ao povo que não tivessem medo deles, pois seriam como pão que poderiam devorar (Nm 14.9). Agora Deus confirma essa palavra a Josué. Os inimigos eram grandes, mas Deus prometeu que ninguém poderia se suster diante de Josué. Hoje, nossa luta não é contra a carne e nem contra o sangue, e sim contra o diabo e seus anjos (Ef 6.12). Esses nossos inimigos são bem piores do que os gigantes que habitavam a terra de Canaã. Eles trabalhavam vinte e quatro horas por dia procurando a quem possa tragar (1 Pd 1.8). Mas, a promessa de Deus a Josué, também é para nós. Ninguém se susterá diante nós!

6.QUEM FAZ É DEUS (Js 1.5) – Moisés foi um dos homens mais usados por Deus na operação de milagres e maravilhas. Josué poderia estar preocupado com a falta que um homem de Deus como Moisés. Josué foi lembrado que era Deus quem fazia as maravilhas, não Moisés, e que assim como Deus esteve com Moisés, também estaria com ele. É interessante notar que Josué foi usado por Deus de uma maneira muito parecida com a forma como Moisés foi usado. Alguns exemplos: a)Deus usou Moisés para abrir o mar vermelho – Deus usou Josué para abrir o rio Jordão; b) Na luta contra Amaleque, Moisés levantou a mão com o cajado até que Israel venceu (Ex 17.11-13) – na luta contra Ai, Josué levantou a mão com sua lança até que Israel venceu (Js 8.26). Josué foi lembrado que era Deus quem fazia as maravilhas, não Moisés, e que assim como Deus esteve com Moisés, também estaria com ele.

7. ESFORÇO E ÂNIMO (Js 1.6) – Três vezes Deus ordenou a Josué estava para liderar um povo um tanto trabalhoso e enfrentar grandes desafios. Era preciso ter muito ânimo. A palavra “amats” que foi aqui traduzida por “ânimo”, significa: “ser forte, alerta, corajoso, bravo, resoluto, audacioso, sólido, duro”. Desânimo significa perder o alvo de vista. Não podemos perder nosso alvo de vista. Devemos ter bom ânimo (Pv 24.10).

8. ANDAR NA PALAVRA (Js 1.7,8) – Josué é alertado de que para ter vitória, deveria meditar na palavra de Deus e cumprir os seus mandamentos. Deus estava lhe mostrando que não adianta ter fé, ser determinado, tomar posse seja do que for sem estar praticando a palavra de Deus. Obediência quebra qualquer maldição e trás a benção de Deus.

9. SER ENVIADO POR DEUS (Js 1.9) – Esta era a certeza de que seriam vencedores. Deus os enviou e estava com eles. Não devemos ir onde Deus não nos mandar, pois Ele só garante a vitória àqueles que forem enviados por Ele.

O Senhor levanta uma nova geração para continuar o trabalho da geração anterior. Esta nova geração é composta de líderes que foram bons servos. Então, serão dispostos, fortes e animados, caminharão na Palavra de Deus e por isso conquistarão esta terra para Deus.

Felizes São Aqueles Que Não Abandonam a Sua Fé Em Mim! quinta-feira, mar 20 2008 

Mateus 11.1-6

João Batista foi o homem que preparou o caminho para o aparecimento do Messias. Ele não sabia quem era o Cristo mas, ao ser enviado, Deus lhe disse que aquele sobre quem ele visse descer o Espírito Santo, este era o Cristo.

Um dia, ao batizar seu primo, Jesus de Nazaré, ele viu o Espírito Santo descer sobre Ele na forma de uma pomba. Ele ouviu a voz do Pai vinda do céu dizendo: “Este é meu filho amado”. Seria o suficiente para que ninguém duvidasse sobre quem seria o Messias. No entanto, vemos João enviando dois de seus discípulos para perguntar a Jesus se Ele era mesmo o Messias ou se deveriam esperar por outro. O que fez com que João duvidasse? O que fez com que ele se esquecesse do que viu e ouviu no rio Jordão?

João estava preso por ordem do rei Herodes. Jesus continuava solto e exercendo seu ministério. Acredito que João aguardasse ao menos uma visita daquele a quem ele preparara o caminho. Talvez ele esperasse um recado de consolo. Uma demosntração de que Ele se lembrava do seu aráuto. Mas as semanas se passaram e nada disso aconteceu.

O aparente silêncio de Deus é verdadeiro desafio à nossa fé. Sim, quando Deus não faz aquilo que achamos que Ele deveria fazer, isso pode se tornar um tropeço para nossa fé. Porque, a verdade é que nem sempre Deus irá responder nossas orações da forma que esperamos. E nessa hora o que faremos?

Muito são os que abandonaram a fé por se escandalizarem com as atitudes dos homens que representam Deus. Mas existem muitos que se escandalizaram com o próprio Deus.

Ao ser interrogado pelos discípulos de João, Jesus operou milagres diante deles e lhes mandou de volta com a resposta: “Digam a ele que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem o evangelho”. Aqueles homens eram testemunhas do grande poder de Jesus. Ele tinha poder para fazer qualquer coisa. Inclusive abrir as portas da prisão para João. Mas, Ele acrescentou: “Digam a João que felizes são aqueles que não abandonam a sua fé em mim!”

Sim, feliz aquele que, mesmo sabendo que Jesus tem poder para fazer o que lhe pedimos e não faz, não abandona sua fé.

Tem mais, Ele não dá satisfação a ninguém. E feliz aquele que continua crendo que Ele sabe o que faz ou deixa de fazer.

Aquela resposta foi suficiente para João. De fato Jesus nem lhe visitou e nem abriu as portas da prisão para ele. Mas aquela resposta libertou seu espírito da prisão da confusão.

O Riacho Secou terça-feira, mar 11 2008 

“Mas algum tempo depois o riacho secou por falta de chuva”. 1 Reis 17.7

Num tempo de seca, Deus preparou um riacho para que Elias pudesse beber água, e corvos para que lhe trouxessem comida. Aquilo era uma provisão do Deus que cuida dos seus.

Mas, após algum tempo, o riacho secou. Sim, o riacho que Deus lhe havia preparado secou.

Quando isso acontece, a princípio parace um tanto confuso. Se é o riacho que Deus deu, ele não deveria secar. Mas o fato é que seca! Quantas pessoas já não perderam o emprego que Deus lhes deu. Quantas pessoas já não perderam outras fontes de provisão que Deus lhes deu.

Mas, por que isso acontece?

Diz o versículo 9 que Deus enviou Elias à casa de alguém a quem Ele encarregara de sustentá-lo.

É ai que está a resposta. Quando uma porta aberta por Deus se fecha, é porque ele está abrindo outra.

Deus quer que confiemos nele e saibamos que Ele nunca nos deixará na mão!!

E saiu-lhe o sol quarta-feira, mar 5 2008 

E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa. (Gn 32.30,31)

O que é Peniel?

Para mim, peniel é uma experiência dramática que marca nossa vida para sempre. Em Peniel o homem conhece quem é ele. Neste momento ele se assusta pois descobre coisas a seu respeito que nunca imaginava fossem assim. Em Peniel o homem descobre que sua experiencia com Deus até ali na verdade era uma experiência religiosa. Por ser religioso até ali, o homem era acostumado a julgar os outros da pior forma possível e a si mesmo da melhor maneira possível. Por não conhecer a si mesmo, ele não tem noção que, dentro dele habita o pecado e que ele seria capaz de coisas horríveis se não fosse a graça de Deus. Em Peniel esta máscara cai. E isso é doloroso. Ele fica horrorizado consigo mesmo.

Antes de Peniel, o homem se julga capaz de tanta coisa para Deus e ele é rápido em seu trabalho. Ele é cheio de planos e de respostas para tudo.

Antes de Peniel o homem se considera espiritual e acredita que vive o tudo que alguém pode experimentar de Deus.

Em Peniel, seu conceito de maturidade muda. Seu conceito de espitiualidade muda. Se antes ele achava que espiritualidade era viver com um sentimento glorioso e andar como um extraterrestre, agora ele sabe que espiritualidade é estar agradando a Deus independemente do que se esteja sentindo.

Depois de Peniel, o homem entende que a maturidade verdadeira consiste em carregar sua cruz a cada dia. É ser humano, humano trabalhado por Deus.

Depois de Peniel o homem caminha devagar, pois Deus tocou em sua coxa e ele começou a caminhar com mais prudência. Não é um caminhar muito elegante. Mas é o caminhar de um príncipe de Deus.

Depois de Peniel o homem não se importa mais em ficar provando nada a ninguém, pois agora ele sabe quem é e sabe quem é seu Deus, pois ele o viu face a face.

Seu andar manco não é só por alguns dias. Ele sabe que vai mancar para o resto da vida. Mas… tudo bem! No começo dá saudades do tempo em que ele andava altivamente e com rapidez, mas depois ele se acostuma e, por fim, ele gosta de andar como anda.

Aos olhos dos homens, antes sim, ele estava bem. Aos olhos dos homens é: “como ele se apagou”, “quem te viu, quem te vê”. Mas ele sabe que o que se apagou nele foi a glória humana, para que a glória de Deus se manifestasse.

Para os outros, ele se apagou. Mas ele sabe que está amanhecendo o dia para ele.

Para os outros é o fim. Mas ele sabe que agora sim ele está começando.

Para quem nunca passou por Peniel, não dá nem para imaginar o que é isso.

Só quem já passou sabe o que é isso.

Sobre Peniel ele tem a dizer: “vi a Deus face a face e minha alma foi salva”.

Ele andou com Deus segunda-feira, mar 3 2008 

Judas 14,15

Judas descreve o juízo de Deus que cairá sobre os falsos profetas que se introduziram na Igreja, pois, uma vez que a igreja é de Deus, Ele cuida dela. Falsos profetas, falsos cristãos, se introduzem na Igreja, e causam estragos que as piores perseguições não conseguem causar. Por causa deles, o trabalho de Deus é difamado, muitos santos são corrompidos e muitos pequeninos tropeçam. Mas é claro, que Deus não deixará isso barato. O juízo de Deus virá e se abaterá sobre o joio.

Judas faz uso novamente, de um texto pseudo-epigráfico, o livro de Enoque. Lembramos que o fato de Judas utilizar este livro, não significa que ele tenha autoridade divina. Isso só indica que uma verdade espiritual estava encravada no meio desse escrito.

Judas fala do homem, que, juntamente com Noé, é descrito como alguém que andou com Deus. Enoque, assim como Noé, viveu na época em que a terra havia se corrompido de tal maneira, que Deus determinou destruí-la pelas águas do dilúvio. Quando Deus decide destruir um povo, é porque estes resistiram tanto à voz do Espírito de Deus e endureceram seus corações que não resta mais nada senão o juízo de Deus. Foi Deus quem disse que o Seu Espírito não iria contender para sempre com o homem (Gn 6.3). Judas compara a situação dos falsos profetas com a daquelas pessoas que viveram antes do dilúvio. Assim como aquelas, estes foram alvo da voz de Deus e da influência do Espírito Santo, mas, como aquelas eles endureceram seus corações e se tornaram alvo do juízo de Deus.

Enoque era filho de Jarede (Gn 5.18), e não deve ser confundido com o Enoque filho de Caim (Gn 4.17,18). Aliás, vamos tomar cuidado com os nomes iguais que existem na bíblia e não confundir as personagens. O Enoque, filho de Caim, fazia parte de uma geração maldita e estava caminhando para a destruição. O Enoque, filho de Jarede, fazia parte de uma geração abençoada e iria se tornar um exemplo de uma vida justa no meio de uma geração corrupta.

Podemos entender do texto de Gênesis 5.22, que Enoque não foi sempre este homem piedoso. Esta vida de comunhão com Deus começou aos sessenta e cinco anos de idade quando seu filho Matusalém nasceu. Diz a bíblia que, depois que Matusalém nasceu Enoque viveu em comunhão com Deus. Não sabemos o que aconteceu no nascimento de Matusalém que levou Enoque a conversão. Mas sabemos que não seria o único caso de conversão após o nascimento de um filho. Há mais de vinte anos, li o testemunho do irmão Charles Trombley, que foi testemunha de Jeová durante muitos anos. Sua filhinha nasceu com uma deficiência nos dois pés. Incentivado por sua esposa, eles clamaram a Deus pela cura de sua filha, e foram atendidos. Naquele momento, eles conheceram o Deus verdadeiro, tão diferente daquele deus morto que eles haviam conhecido na seita de que faziam parte. Não sabemos o que aconteceu com Enoque, quando seu filho nasceu, mas algo grande aconteceu, e o levou a Deus.

Enoque viveu uma vida de comunhão com Deus não como um eremita, escondido numa caverna. Ele viveu assim, mesmo estando no meio de uma geração corrupta. Esta é a verdadeira santidade. É quando conseguimos fazer a luz de Deus brilhar, através de nós, no meio das trevas. Não se acende uma luz para ser colocada debaixo da cama, ela tem que ser colocada num lugar que todos vejam para iluminar (Mt 7.15, 16). Assim foi Enoque, uma luz brilhando nas trevas.
Outra coisa que nos chama a atenção é a constância de Enoque. Ele viveu esta vida de comunhão por trezentos anos. Quantos são aqueles, que já foram tão fervorosos e zelosos, mas, passados dez ou vinte anos, perderam este zelo. Vamos nos lembrar, que a ordem de Deus, é que sejamos fortes e firmes (1 Co 15.58). O mesmo Espírito Santo que fez com que Enoque vivesse firme por trezentos anos, numa época de tantas trevas, fará com que fiquemos firmes com Ele até o dia da Sua volta (Ap 2.10). É aquele que persevera até o fim que será salvo (Mt 24. 12, 13).

É interessante notarmos o que uma vida de comunhão pode trazer ao homem. Enoque profetizou algo muito profundo. Ele teve uma visão apocalíptica da volta de Jesus com os seus santos. Como pode um homem, que viveu nos primórdios da história da humanidade, sem ter nada escrito sobre o Messias, ter uma visão tanto do Messias quanto de Sua Igreja? Isso é resultado de vida de comunhão com Deus. Deus tem prazer em revelar coisas profundas que ainda não sabemos (Jr 33. 3). Mas Ele só fará isso, com aqueles que andam com Ele.

A palavra profética de Enoque, tanto dizia respeito ao juízo futuro de Deus, na volta de Cristo, como também dizia respeito ao juízo mais próximo, através do dilúvio. Através de Enoque, Deus estava dando uma chance ao povo daquela época, para que se arrependessem, mas eles desprezaram esta chance. Judas adverte os falsos profetas, para que eles se arrependam também, para que o joio se torne trigo. Mas estes interpretam mal, a misericórdia de Deus. Uma vez que não vêem o juízo de Deus vir logo, eles acham que nada lhes acontecerá. Mas, assim como o povo impenitente dos dias de Enoque, estes também estão enganados.

O dilúvio estava para vir. Dois homens andavam com Deus. Um deles (Noé) enfrentou e atravessou o dilúvio, foi salvo através do dilúvio, no dilúvio. O outro foi arrebatado, antes que o dilúvio viesse. Isso é uma figura do que acontecerá em breve. Uns passarão pela grande tribulação, e serão salvos (Ap 7. 14), outros, serão arrebatados antes que venha a grande tribulação (1 Co 15. 51, 52). É claro que queremos estar entre aqueles que se encontrarão com Jesus nos ares, antes que comece a grande tribulação. Mas, lembre-se da parábola das dez virgens (Mt 25. 1- 13). Só pode se encontrar com o noivo e entrar na festa, as cinco virgens que tinham a porção extra de azeite. As outras cinco não tinham essa porção extra. O azeite inicial, que acende a lâmpada de nossa salvação, nós recebemos de graça, no momento de nossa conversão. A porção extra, só tem quem paga o preço. É bom pagarmos o preço hoje, para que não precisemos pagar um preço alto por ele, na grande tribulação. As cinco virgens, que não entraram na festa, eram diferentes das outras somente por causa da porção extra. As dez tiveram a luz da salvação acesa em suas vidas, mas somente cinco, buscaram além da salvação. As outras cinco não representam falsos cristãos, elas representam os cristãos que, apesar de verdadeiros, não pagam o preço hoje para encher suas vidas de azeite espiritual. Estes terão que passar pelo sofrimento da grande tribulação, para que possam amadurecer. É melhor pagar o preço hoje!!!

Enoque nos mostra, como é a vida, daqueles que Deus tomará para si, e que não experimentarão a morte. O segredo é andar com Deus. Andar com Deus, entre outras coisas, significa:

1- Vida de oração – A oração é o que traz o oxigênio celestial para nossas vidas. O ar deste mundo está poluído, uma vez que ele jaz no maligno. Temos que buscar o oxigênio celestial, através da oração. É como o mergulhador que consegue ficar horas debaixo d’água, porque ele traz consigo, oxigênio. Se aquele oxigênio acabar, e ele ainda estiver debaixo d’água, ele morrerá sufocado. Muitos são os cristãos, cujo espírito está morrendo sufocado, por falta de oração. Envolvido na oração, está o jejum, que nos torna, sensíveis as coisas espirituais. O jejum tem que fazer parte de nossas vidas. Também nesse item, entra o amor a bíblia. Temos que nos encher da Palavra de Deus. A oração é a energia que faz o trem de nossas vidas andar. A bíblia é o trilho por onde esse trem anda.

2- Trabalho para Deus – Se a parábola das dez virgens nos fala de consagração, a parábola dos talentos, que está no mesmo capítulo de Mateus, nos fala de trabalho, de serviço. Somos chamados para um trabalho específico, e Jesus disse que realizar esse trabalho, é como se alimentar (Jo 4. 34). Muitos estão morrendo de fome espiritual por não realizarem o trabalho de Deus.

3- Vida íntegra – A Palavra de Deus tem que se tornar carne em nós, ou seja, temos que vivê- la. O cristão deve ser santo em toda a sua maneira de viver, porque os olhos de Deus estão sobre nós, não somente no templo, nem somente por alguns momentos. Eles e4stão sobre nós em todos os lugares, em todos os momentos. Devemos ser santos em casa, no trabalho, na escola, na rua, no trânsito. Menos que isso, é duplicidade e hipocrisia, e Deus detesta isso.

A advertência de Judas, nesses dois versículos, é de que o Deus misericordioso também é juiz, e o seu juízo não tarda. Judas também nos mostra, que vale a pena andarmos com Deus. O fruto desse andar será intimidade com Deus, satisfação interior, e honra ao nome de Deus. Andemos com Deus com santo temor.